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Igreja de Santo Estevão
Igreja Paroquial. dedicada ao mártir Santo Estevão e localizada no sítio mais alto de Santarém, ficava dentro dos muros que cercavam a vila, num dos locais mais antigos do burgo. Já existia no século XIII, tendo sido sagrada em 1241, a 16 de Fevereiro, e passou a ser conhecida pela Igreja do Milagre, porque nela se guarda a Partícula Consagrada. A sua origem medieval está documentada pela presença de alguns elementos, que ainda são visíveis no transepto, não restando qualquer outra evidência arquitectónica desta primeira construção, cujo desaparecimento se ficou a dever a causas que continuam, ainda hoje, por esclarecer.
Foi restaurada e transformada - reconstruída, em boa verdade - no século XVI, com acentos renascentistas, tendo perdido os traços de antiguidade e garantindo-lhe uma nova expressão, que voltou a sofrer uma intervenção, ao que parece por volta da primeira metade do século XVIII, que lhe conferiu características barrocas, particularmente no que diz respeito aos seus retábulos e á decoração do coro.
No corpo da Igreja, quatro telas do século XVII, narram a história do Santíssimo Milagre.
A circunstância da ocorrência do Santíssimo Milagre, conferiu á vetusta Igreja de Santo Estevão uma notoriedade e importância ímpar. Passou a ser local de peregrinação "obrigatória" de reis e notáveis, que se deslocassem a Santarém, e testemunha da prática de um culto intenso e profundo á Sagrada Partícula, por parte das gentes do povo, que, lhe alteraram o nome para "Igreja do Milagre".
A vila e seus arrabaldes era enobrecida com muitos Conventos, de diferentes Ordens Religiosas. Mas a esta Igreja, em todos os tempos, no fervor religioso se acolheram corpos esfarrapados, corações famintos, feridas incuráveis - na procura de pão, paz, compreensão e amor.
Desde 5 de Abril de 1997, entendeu por bem, Sua Excelência Reverendíssima, o Senhor D. António Francisco Marques, Bispo de Santarém, considerar através de decreto a Igreja de Santo Estevão, como Santuário do Santíssimo Milagre.
No coro de D. Afonso VI no Santuário está aberto um pequeno museu sacro, dedicado ao Santíssimo Milagre, onde se integram peças do espólio existente quanto às visitas régias, promessas e oferendas e onde se expões a custódia com as relíquias, que são ainda nos das de hoje, objecto de importantes peregrinações e manifestações de devoção.
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